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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sonho Grande


Leitores queridos,

Hoje venho falar de um livro incrível, que todo mundo deveria ler. Apesar de ser especialmente interessante para pessoas que, como eu, têm background do mercado financeiro, acho que pode servir de lição para todo e qualquer indivíduo que queira tomar algumas lições a respeito de empreendedorismo, gestão de negócios, gestão de pessoas e como dar consecução a grandes ideias. De nada adianta sua cabeça pensar em muitas coisas ao mesmo tempo, as vezes coisas incríveis, e não sair do papel. Com uma dose extra de coragem, perseverança e espírito de liderança, Jorge Paulo Lemann entrou pra história como um dos empresários de maior sucesso no planeta, com fortuna avaliada em quase US$ 20 bilhões.

Nesse livro, aprendi algumas lições importantes. Na verdade, algumas delas eu já achava que seriam a chave para se ter sucesso, mas nunca consegui ver de forma tão simples e pragmática. Aliás, achava inclusive que estava sendo muito simplista, mas no fundo, algumas atitudes são fundamentais para se dar certo e não precisamos inventar a roda. A história de sucesso desse trio, mostra claramente que as vezes, é melhor copiar o que já deu certo do que tentar do zero.

Jorge Paulo chegou a ser profissional de tênis e, desistiu da carreira profissional ao perceber que não seria um dos 10 melhores tenistas do mundo, embora fosse realmente muito bom. O foco no que sabia fazer foi muito importante para chegar onde chegou. Ao fundar a corretora Garantia nos anos 70, replicou as metodologias que acreditava serem vitais para o sucesso, aprendidas no Goldman Sachs. Ao trabalhar no Banco Credit Suisse, porém, viu justamente o que não queria ter em sua própria companhia (burocracias, reuniões longas, processos engessados e líderes distantes da equipe). Preferia a meritocracia, o espírito de equipe, o jeito simples de viver e de trabalhar. Para ele, mais importante do que ter uma sala bonita e ternos caros, era se juntar a equipe de funcionários, trabalhar duro e ter uma empresa que gerasse lucro e estimulasse seus funcionários a serem cada vez melhor.

Juntamente com Beto e Marcel, conseguiu ter nas mãos um dos Bancos mais importantes do país, trazendo inclusive inovações que antes o mercado financeiro brasileiro não tinha acesso. Pelo livro, conseguimos também enxergar a teia que Jorge Paulo e sua turma conseguiram permear no Brasil, com tantas pessoas formadas pela escola do Garantia e de outras empresas que viria a ter. Não é de se espantar que nomes importantes do mundo dos negócios foram pupilos de Jorge Paulo. Nessa lista estão Armínio Fraga, Gilberto Sayão, Carlos Brito, André Esteves, entre outros.

Além de banqueiro, Jorge Paulo viu a oportunidade de comprar participações em empresas e depois assumir seu controle. Começaram com as Lojas Americanas, na qual Beto Sicupira foi o incumbido de reorganizar e levar os conceitos aprendidos no Garantia. Pouco tempo depois a operação já tinha duplicado de tamanho. Assim foi também com a Brahma, que após anos adquirindo participações em outras cervejarias, acabou se tornando a maior cervejaria do mundo e a empresa de maior valor de mercado na América Latina. A AB Inbev hoje, vale algo em torno de US$165 bilhões.

A trajetória de Jorge Paulo, Beto e Marcel, é muito bem contada pela jornalista Cristiane Correa, que atuou durante 12 anos na revista Exame. Ela conseguiu depoimentos importantes, como de Jim Collins, Warren Buffet e outros nomes famosos, mas também conseguiu informações preciosas de fontes anônimas que puderam assim, mostrar a realidade dos bastidores da construção de várias das mais importantes companhias brasileiras. É um livro de leitura simples, com alguns termos técnicos e detalhes sobre transações que envolvem um pouco de conhecimento do mercado de capitais, porém, mesmo sendo leigo no assunto, vale a pena ler e se inspirar na história desses empresários de sucesso.

Espero que gostem. Até a próxima!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Liberdade

Caros leitores,

Hoje venho fazer a resenha de um livro que acabo de teminar. "Liberdade" de Jonathan Franzen, é um livro
que, apesar deste título, fala das inúmeras formas de amar, de ser amado, de tentar amar, de saber que ama, de não saber. Testa o tempo todo nosso conceito de liberdade e aonde esse desejo pode nos levar. Além disso, é uma profunda crítica a sociedade americana atual.

O livro começa um pouco confuso, com tantas informações e nomes ao mesmo tempo, que é preciso parar e voltar de vez em quando. Confesso que as primeiras cem páginas do total de seiscentas, foram bem difíceis. Geralmente logo que pego um livro, se me interesso de cara o devoro em poucos dias. As primeiras páginas deste romance foram bem complicadas e me davam um sono absurdo, tanto que demorei alguns dias pra chegar à pagina 100. Mas, de repente, quando você não espera, se vê envolvido nos dramas das personagens que aos poucos vão sendo esmiuçadas com maestria pelo autor, querendo voltar pra o livro sempre que possível.

A história é contada de várias formas, pela visão de todos que estão envolvidos. Patty, uma ex-atleta de basquete, casada com Walter, descendente de suecos com uma benevolência ímpar, melhor amigo de Richard, músico que alça os vôos da fama ao mesmo tempo que foge dela. Os três se conhecem no final da década de 70 na Universidade de Minessota, quando Patty ainda é uma estrela nas quadras, Walter um estudante de direito esquisitão e Richard o garanhão incorrigível, com seu rock e seu jeito grosseiro. Suas vidas a partir de então se entrelaçam em romances, amizade, lealdade e também traições, delineando o destino de cada um deles de forma peculiar.

No começo do século XXI, o conceito de liberdade as vezes pode ser confundido, ele próprio, com fuga de problemas e ainda maior aprisionamento. O autor desenrola pouco a pouco o drama familiar do casal que se conhecera na faculdade, os erros deles próprios, de seus pais e de seus filhos. Aos poucos vamos conhecendo melhor as características de cada um deles, mesmo aquelas que mais gostariam de esconder ou evitar. É um drama da sociedade moderna, da pressão sobre rótulos e conquistas, da omissão em relação aos outros e ao próprio planeta e onde queremos chegar buscando sempre mais e mais.

É um romance denso, que vai te levar aos caminhos tortuosos da psique de cidadãos que poderiam muito bem ser eu ou você, fazendo com que nós mesmos possamos repensar nossos caminhos e motivações. Não é um livro simples e nem fácil, muitas vezes confuso e com mensagens subliminares, mas pode ser um título a agregar à sua vida simplesmente por nos fazer questionar o conceito de liberdade, as formas infinitas de amor, fidelidade e lealdade. É uma história que mostra, sem rodeios ou meias palavras, como podemos ser tantos em um só, e como as vezes fugimos de nós mesmos em busca de uma liberdade que não existe.

Leia e aventure-se! Até a próxima.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Pecados Sagrados

Olá!

Hoje vou falar de mais um livro, desta vez de uma autora super conhecida. Quem me conhece e acompanha o blog sabe que gosto de encontrar autores desconhecidos ou pelo menos um pouco diferentes da maioria, mas dessa vez me deixei levar por um suspense leve e que até me surpreendeu em determinados momentos.

Todo mundo já deve ter ouvido falar de Nora Roberts, não é mesmo? Sim, ela já vendeu mais de 280 milhões de cópias de seus 209 livros em todo o mundo. Já li um ou outro livro dela sem grandes diferenciais, mas aquele tipo de leitura simples que ajuda a passar o tempo.

Com "Pecados Sagrados" no entanto, foi um pouco diferente. Apesar de ainda preservar um pouco do romance água com açúcar que eu geralmente não gosto, conseguiu neste título uma trama mais envolvente e astuta. Não é segredo pra ninguém que adoro suspenses em que é difícil prever quem é o criminoso e os motivos que o levaram aos crimes.

A história se passa em Washington, onde uma garota é encontrada com sinais de estrangulamento e junto ao seu corpo um bilhete é achado: "Seus pecados lhe são perdoados". A mídia então passa a chamar o possível assassino de Padre, e crime após o outro a cidade fica em pânico esperando a próxima vítima a ter seus pecados perdoados.

Na falta de rastros do assassino, a renomada psiquiatra Tess Court é selecionada para atuar na investigação, traçando um perfil do "Padre" que possa auxiliar a polícia a encontrá-lo. Ao mesmo tempo, o detetive encarregado Ben Paris é o típico policial americano, que não dá a mínima para a psíque do criminoso e só pensa em retirá-lo o quanto antes das ruas para que não haja novas vítimas.

Entre investigações e perfis psiquiátricos, o bruto Ben se ve envolvido com a delicada, porém forte, Dra Tess, mesmo com tantas discussões acerca do crime.

Um suspense com um pouco de ternura, mas que vale pela trama bem desenhada.

Espero que gostem!
Até a próxima.